6.23.2009

West Coast

Amanhã parto para 10 dias, passados com a minha amiga Diana, em:

Los Angeles



Las Vegas



Grand Canyon



Bryce Canyon



Era para ter ido hoje mas, chegada ao aeroporto e após uma espera de 2 horas (que já passavam a hora do meu vôo mas este estava atrasado 1:48h) disseram-me que, por razões metereológicas, estava tudo atrasado e, como tal, hoje só me punham em Baltimore (onde tinha que pagar pelo meu hotel) e só amanhã de manhã me aterravam em LA.

Optei por ir amanhã e fazer tudo de uma só vez.
A ver se não há mais imprevistos!

Constatações - Dentro do Armário



Aquele que não consegue aceitar a sua homossexualidade e prefere vivê-la de forma recalcada, é um miserável... e torna miserável a vida de todos 'a sua volta.

6.22.2009

A Mila



Ora, apresento-vos a minha nova bicicleta (mais coisa, menos coisa... não consegui encontrar foto exacta): a Mila. Por respeito 'a Bina (de quem ainda sinto saudades agudas), abstive-me de lhe dar o mesmo nome.

Os nossos caminhos cruzaram-se no Sábado passado, quando respondi um anúncio na Craigslist, meca de quem anda 'a procura seja do que fôr. Fui ao site, procurei bicicletas e, por entre as ofertas que havia, encontrei o anúncio: "vende-se bicicleta praticamente nova, só usada 3 vezes, $200".

Como, no próprio dia em que a Bina foi roubada, andei a ver bicicletas novas e os preços mais baratos rondavam os $400, pensei: porque não?

Contactei o dono, marcámos encontro para Sábado e 'as 11h lá estava eu na casa dele para ver a bichinha. Gostei logo dela: azulinha, com ar de quem tem muito para dar mas que, de facto, nunca foi usada. Estava na cave, com algum pó e teias de aranha, encostada 'a parede e com os dois pneus completamente murchos. Os restos de borracha, tanto nos lados como no veio principal dos pneus, provavam que a bicicleta estava mesmo imaculada. Não tem um pingo de ferrugem e as mudanças, após ter andado com a bicicleta por alguns quarteirões, entravam e saiam a deslizar, sem barulhos ou estalos.

Diga-se que também deu para ver que a bicicleta não era usada pela inexperiência (talvez "nabice") do dono. Quando lhe perguntei de tinha bomba para encher os pneus, desencantou uma para bolas de basket: pequenina, pequenina. Depois, deu de enfiar aquilo no pneu sem a extensão que lhe permitiria puxar a bomba para o lado de fora. Assim, tentava encher a bomba por entre os raios da roda e, claro está, aquilo não dava em nada. Lá lhe expliquei que dentro da própria bomba devia haver um tubinho e tal... que se ajustava e permitia flexibilidade. De facto, o tal tubinho existia mas, mesmo quando colocado, aquela bombita não ia dar conta do recado.

Sugeri então que fossemos a uma bomba de gasolina encher. Chegádos lá, o gajo, ao querer pôr a bicicleta no descanso, deu um chuto na corrente e tirou aquilo tudo do sítio (óbvio que o descanso era do outro lado). Eu já estava com pena da bicicleta. Só pensava "coitadinha, estás mesmo a precisar que te salvem!". Quando chegou a altura de encher os pneus (também tive que explicar ao rapaz que era necessário posicionar o pipo por forma a se conseguir o encaixe) não lhe dei tempo de segurar na bomba. Fiz eu o enchimento, não fosse ele rebentar com os pneus.

Adiante.
Saí de lá com a Mila, toda feliz da vida. Não pude logo andar nela, pois tinha ido de carro mas, assim que tive oportunidade, experimentei logo: nomeadamente nos 5 minutinhos que o David levou a ir buscar qualquer coisa a casa, entre o vir do barbeiro e ir 'a gelataria. Claro está que esses 5 minutinhos souberam a pouco mas, já deu para ajustar o selim, o volante... pôr tudo como deve ser.

No regresso da gelataria, ainda comprei óleo, para pôr na corrente (muito embora não precisasse... mariquices de quem tem um brinquedo novo). Em casa, apliquei-o e ainda limpei o pó e a teias 'a Mila. Estava um brinquinho, mesmo pronta a ir passear.
Porque era o dai de folga do David, óbio que passei o dia com ele mas, 'a noite, quando o maridão já dormia o sono dos justos, eu ainda não tinha vontade de dormir. E então, o que é que eu fiz?
Pois claro! 'A meia-noite e meia fui andar de Mila. Foi uma delícia! Estava uma noite impecável, com uma brisa perfeita. As ruas quase vazias, a cidade tranquila... e eu a curtir um belo passeio na minha nova bicicleta.

Está mais que aprovada: confortável, silenciosa, levezinha... espero que possamos ser amigas por muitos e muitos anos :)

6.18.2009

A Bina foi-se


Ontem, roubaram-me a minha querida bicicleta.

Já estava velha, ferrugenta, com o banco rasgado. Chiava por aqui e por ali, as mudanças tinham humores e só de vez em quando, sempre com jeitinho, é que as levava a bom porto mas... gostava muito da minha Bina.

Era a minha companheira e ia com ela para todo o lado. Com sol, com vento, com chuva, com neve, já para não falar que a trouxe de NY ... passámos por isso tudo juntas.

Cuidei-lhe dos 3 furos que teve com muito carinho, há dias pus-lhe uma roda nova...
E agora, puufff... foi-se.
Volta e meia eu bem dizia que estava a precisar de uma nova e que, se me levassem esta, até me faziam um favor... mas era da boca para fora, era eu armada em carapau de corrida.

Agora estou triste e sinto saudadinhas dela quando olho para o lugar na sala, outrora reservado para a Bina e agora, vazio.

Espero que, quem quer que a tenha levado, a trate como deve ser... se não, que a Bina se revolte em plena estrada, fure os dois pneus, encrave todas as mudanças e se estatele logo ali.

Esta é uma das últimas fotos que tirei com ela.
Vejam só como estávams felizes!! Snif, snif!

6.05.2009



Leio o "Publico Online" todos os dias e, quase sempre, se me debruçar na secção de "comentários" que acompanham cada notícias, deparo-me com um chorrilho de disparates.

O pessoal aproveita este espaço para dizer as coisas mais absurdas, para se insultarem, para começarem verdadeiras guerras abertas e parvejarem sobre assuntos que nada têm a ver com a notícia em causa. Veja-se por exemplo alguns dos comentários que acompanham a notícia sober o vôo AF447:

"05.06.2009 - 16h42 - Salazar, Portugal - infelizmente
05.06.2009 - 16h07 - Luís, Almada : Você deve andar a tomar algumas coisas que lhe fazem mal ao raciocínio, é a única explicação que encontro para você além de gozar com a situação associar o assunto à política portuguesa...vê-se mesmo que não tinha familiares ou amigos no voo. Pode ser que lhe toque este azar algum dia...

05.06.2009 - 16h16 - Osga, Parede
Sr.Cisco, 15h28- por acaso acha que os terroristas que lançaram aviões contra as torres em Nova York, tinham alguma razão para o terem feito?acha que não mataram gente inocente?e no comboio em Madrid, e no metro em Londres, também tiveram razão?Essa gente para mim não tem razão sequer de existir, porque ninguém tem legitimidade para matar,seja por que razão fôr.

05.06.2009 - 16h32 - privado, lapa
Sr./Sra Osga, o seu comentário é deveras interessante. "Ninguém tem legitimidade para matar, seja por que razão fôr" mas "Essa gente para mim não tem razão sequer de existir". Onde é que ficamos afinal?

05.06.2009 - 16h32 - privado, lapa
Sr./Sra Osga, o seu comentário é deveras interessante. "Ninguém tem legitimidade para matar, seja por que razão fôr" mas "Essa gente para mim não tem razão sequer de existir". Onde é que ficamos afinal?

05.06.2009 - 16h08 - Luis, Odivelas, PT
isto só prova q o mar está cheio de lixo. Deviamos ter todos vergonha! "
E isto é só uma amostra.

Eu já estou como o outro e só me apetece dizer "vão mas é trabalhar e fazer qualquer coisa de útil pela sociedade"!

Se gastassem essa energia a correr ou a fazer desporto, faziam muito melhor... a vocês e aos outros.

6.03.2009

Gripe suína



O início do surto da gripe suína coincidiu com um período em que tive que viajar bastante. No período de 1 mês estive nos aeroportos de Boston, Nova Iorque, Texas, Madrid , Lisboa e Costa Rica e, em todos os eles, repetiu-se o cenário.

Aqui e ali lá se viam pessoas a usar máscaras. E, aqui e ali, lá se via o mesmo contra-senso. Pessoas a usar a máscara, mas só para tapar a boca... "ai isto não dá jeito nenhum para respirar, deixa-me lá deixar o nariz de fora!!".

Mas será que o pessoal julga que o vírus da gripe é amestrado e tem instruções específicas para só se dissiminar pela via oral?

Santa paciência!
Mais valia andarem sem máscara do que a fazer figuras ridículas!

5.28.2009

A Tese



Se uma tese de Doutoramento dá muito trabalho a escrever, não se pense que submetê-la é o de menos. Eu pensava assim. Aliás, estava convencida que a coisa ia ser sem grandes precalços, uma vez que ia imprimir e enviar nos escritórios da FedEx... supostamente, uma companhia que presta bons serviços.

Enganei-me redondamente!!
Pela amostra que tiveram aqui, imprimir foi o cabo dos trabalhos. Mas também não se ficaram a rir!
Diga-se que, após mais de um mês de reclamações, e idas sistemáticas ao escritório da Fedex, e confrontos com o palerma do funcionário que tentou evitar, a todo o custo, que eu conseguisse falar com o gerente, finalmente falei com o dito e, em menos de 10 minutos, já ele me dizia:

- 500$ de reembolso, parece-lhe razoável?

Claro que disse que sim e que fiquei toda contente... e só me deu vontade de ir esfregar na cara do empregado:

- Com que então não ia conseguir reembolso nenhum??? Toma lá!

Mas, abstive-me que farta da tromba dele já estava eu.
Adiante!

Resolvido o problema da impressão, eis que passámos 'a fase do envio.... que também me deu algumas taquicardias. Como disse no texto anterior, embora com a promessa de ter a tese em Portugal no dia certo, só acreditaria quando visse. A avaliar por tudo o que estava a correr mal, não me admirava nada que esta etapa também tivesse os seus quês... assim foi dito e assim foi feito.

Passou 6a, passou o fim de semana e, na 2a feira, nada de a tese chegar a Portugal (quando esta devia ter chegado na 6a). Nesse mesmo dia recebo uma chamada da FedEx a dizer que a tese estava retida em alfândega por falta de documentação:

- Falta de documentação, minha senhora?? Então eu vou DE PROPOSITO aos escritórios da FedEx expedir a minha tese, para ter a certeza que faziam a coisa como deve ser, e agora diz-me que falta documentação??!?!?! Se falta é porque a incompetente da funcionária que me atendeu não os providenciou!!

Bem, mais uma bela discussão ao telefone e ali se iniciou uma bela história de amor, que meteu as coisas mais mirabulantes, desde funcionários da FedEx a pedir documentos inexistentes a outro a sugerir que falsificasse um documento da Harvard, passando por uns belos "identifique-se por forma a apresentar queixa de si"... coisas que nem lembram ao menino Jesus e que nem dá para explicar aqui. Foi lindo!

Resumindo, a minha tese demorou 3 semanas (sim, leram bem, 3 semanas!!!) a chegar a Portugal e, qual cereja no topo do bolo, quando finalmente a entregam na faculdade, 'a minha orientadora, ainda teve que se pagar 329 Euros... em taxas de alfândega (o belo hotel de 5 estrelas onde a minha tese ficou retida porque os parvalhnões de FedEx não me deram a papelada certa e que depois demoraram mais de 3 semanas até conseguirem perceber o que faltava!!).

Claro está que esta situação se foi juntar 'as muitas que me caracterizam: apresentar queixa e não me calar enquanto não me ouvirem e continuar a espernear até receber alguma coisa de compensação. Desta feita, eu e a secretária do lab puxámos dos galões, usámos o nome do meu chefe e da Universidade de Harvard e, de forma ameaçadora e com cara de poucos amigos, mandámos uma carta para a FedEx. Mas, atenção, não mandámos para a treta das moradas que nos dão no link para "contact us" e muito menos perdemos tempo com reclamações por telefone, pois essas caem sempre em saco roto.

A cartinha foi, nada mais nada menos do que, directinha para o Sr. Frederick W. Smith, fundador e CEO da FedEx. Há que fazer estas coisas como deve ser, hehehe!
Ora, se pensam que foi perder tempo, enganam-se. Há umas semanas atrás recebi uma carta da secretária do Sr. Smith, não só com uma desculpa sobre toda a situação, como também me enviaram um cheque no valor do envio da tese. Infelizmente não me puderam recompensar pelos gastos de alfândega, pois esses são inerentes ao país mas... melhor que nada, não concordam?

Claro está que este atraso teve repercursões e teve que se andar a exercer pressão na faculdade e na reitoria para que a defesa da tese fosse ainda antes do fim de Maio (única altura em que o meu chefe se poderia deslocar a Portugal).

Deu muito trabalho mas, consegui-se!
Defendi a tese no dia 22 de Maio, o meu chefe esteve lá e tudo correu bem mas, pode dizer-se que a coisa foi tirada a ferros. Caramba... é sempre assim. Talvez seja para que se dê mesmo valor 'as coisas... eu então, estou sempre a ser relembrada disso. Esperem só até ouvirem a história do greencard... que vem no próximo post :)

PS - Se tiverem paciência para ler, fica aqui a carta que mandámos 'a FedEx... nunca se sabe, podem vir a precisar. Já sabem, refilar quando se tem razão é o mote!

" March 19, 2009


Mr. Frederick W. Smith, Founder, Chairman, CEO,
And President, FedEx Corporation
FedEx Corporation


Re: FedEx’s ability to follow-through, with integrity and honesty, in delivering
An International Package, which almost cost a graduate-student her
PhD Thesis acceptance


Dear Mr. Smith:

It is not often that I am compelled to write a letter to the CEO of a Corporation questioning the integrity and honesty of a company. However, the treatment given by FedEx Kinko’s and FedEx International to a foreign graduate student, here at Harvard University in the laboratory of Professor Schier, calls for such a drastic measure.

Before writing this letter, I scanned the web and read a brief description of your bio. The fact that you are a former Marine gives me some hope that you will actually sit down and read this letter and that it will not go into the trash can.

On Wednesday, the 25th of February 2009, Ms. Inês Baptista went to the FedEx Kinko’s office (on Mt. Auburn Street, Cambridge, MA) to expedite her thesis to the University of Lisbon, in Portugal. The deadline for it to be in Lisbon was the 27th of February, Friday.

When Ms. Baptista entered Kinko’s, she requested a box and the necessary paper work for shipment. Ms. Baptista filled out the forms given to her so that her thesis would be transported to Lisbon, by FedEx International Priority. Ms. Baptista was given an International airbill form to fill out. No commercial invoice or any other customs forms were given to her, despite the fact she declared a $1500 USD value. She paid $114 USD, was given a copy of the airbill and was told that her thesis would arrive on the deadline date of Friday, February 27, 2009.

On Friday, and accordingly to the online tracking information, the package had not yet been delivered, although it arrived to Lisbon at 8:27 AM that day. The track number was 867282540370.

On Monday, the 2nd of March, Ms. Baptista received a call from Ms. Beverly Williams, from FedEx International, stating that a commercial invoice was missing (the forms the student was not provided with at Kinko’s office), and therefore the package would be retained in customs until a commercial invoice was filled out by Ms. Baptista and faxed to Ms. Williams. Ms. Williams also stated that the telephone number Ms. Baptista had written down for the University was not correct and asked for a fax number for the University.

Ms. Baptista had already called the number of the University on that day and someone answered the telephone. Ms. Williams had not been honest in stating that the telephone number for the University was inaccurate.

After Ms. Williams faxed the commercial invoice to Ms. Baptista, she immediately filled out the form and faxed back the completed form to Ms. Williams.

On Tuesday, the 3rd of March, the thesis still had not been delivered to the University, and Ms. Baptista was in danger of not receiving her PhD on time because of the delay. Quite upset, Ms. Baptista called the FedEx International office and was answered by Mr. Javier Maza. She was told that the thesis was still retained in customs, that it might take up to 15 days to be released and that she would just have to wait.

Totally exasperated, Ms. Baptista filed a complaint with Mr. Maza, who stated she would be contacted within a couple of days. Ms. Baptista still has not been contacted by anyone from FedEx about her complaint up until this day.

On Thursday, the 5th of March, Ms. Baptista contacted FedEx International, because the package still had not been delivered to the University. Again, she spoke with Miss Beverly Williams, who mentioned a commercial invoice was missing as well as a fax number. Ms. Baptista told Ms. Williams she requested that same information on Monday and that it had been sent on that exact same day to Ms. Williams - it had been several days since faxing of the commercial invoice and no one from FedEx had followed-up.

Surprisingly, the paperwork that had been faxed appears. However, Ms. Baptista is told it is the wrong documentation. Ms. Williams stated an invoice with the header of Harvard University is required.

As an aside, I have to admit that in my twenty-five years of working in the university system, I have never been asked for a International commercial invoice with a university logo - only the name and address have ever been requested - because all FedEx forms are standardized.

Ms. Williams further stated Ms. Baptista did not fill out the form properly because she did not describe the contents of the box. This statement by Ms. Williams was false. I saw the form and Ms. Baptista had stated that the box contained 12 books and 12 CDs.

At that point, Ms. Williams put Ms. Baptista on hold and within a few moments a Mr. Gonçalo Sousa, from Portugal was on the telephone line. Mr. Sousa, a man who appeared to be quite compassionate in his manner, explained that he had not received the commercial invoice from FedEx International, and that he needed a form with the Harvard University logo on it before the package would be released.

Out of desperation, Ms. Baptista called FedEx International, was answered by Mr. Jamal Abbas, and asked about the form. She was told that it was “pretty easy” to make: “ you just have to cut the header of the University letter and glue it to our commercial invoice, make a copy and fax it to us”.

After following Mr. Abbas’ instructions and faxing the form to Mr. Sousa, in Portugal, Ms. Baptista received an email stating that the document is not accepted by customs. Ms. Baptista immediately called Mr. Sousa. Mr. Sousa asked where did Ms. Baptista receive such information and is amazed to find such information came from FedEx international, in the USA.

He asked if Ms. Baptista had documents justifying the $1500 USD value declared. Ms. Baptista put together the receipts showing the cost of reproducing the thesis and faxed them to Mr. Sousa on Monday, the 9th of March.

On Friday, the 13th of March, when the package still had not been delivered to the university, she called Mr. Sousa and was told that she would have to wait to see if customs would approve the receipts. On that same day, she received an email from Mr. Sousa saying customs did not understand one of the parcels, and asked her to justify it. She sent an email whit the justification, and on Tuesday, the 17th of March, the package was delivered to the university of Lisbon. However, customs made the professor to whom the package was delivered pay 329.88 Euros in custom’s fees.

In closing, I realize that this has been a rather lengthy letter and would normally keep a business letter short, clear, and concise. But, this is no ordinary business letter. An injustice has been done to this graduate student that might have kept her from graduating from the university of Lisbon on time, possible job prospects, along with several hundred dollars in unnecessary fees because employees in your company were not willing to admit to mistakes and take responsibility for their actions.

I will be including documentation of all of the receipts and forms supporting all my claims. I can site several respected university professors and other individuals who will attest to my veracity.

Why am I writing this letter and what am I asking for are two things I want to now address.

I want a public apology, in the form of a letter, to Ms. Baptista for the treatment she has been given by Kinko’s - as your representative, and all of the people with whom she has had contact these past few weeks. And, I believe that Ms. Baptista should at least be reimbursed the custom’s fees (in Euros) paid out by the university professor at the university of Lisbon.

Sincerely,

Laboratory Administrator "

5.22.2009

Doutora

Já há quase 2 meses que aqui não escrevo, e muita, muita coisa se passou entretanto.

Contudo, uma das mais importantes ocorreu hoje: defendi a minha tese de doutoramento e fui aprovada, com distinção e louvor, por unânimidade.



Já sou Doutora!!!!!!! Yupiii!!!!! :)

PS - Prometo actualizar o estaminé nos próximos dias... agora já posso respirar.

4.01.2009

Super... nem sei


Este país tem coisas que não lembram a ninguém.

No que toca a concursos há-os para todos os gostos, desde ver quem perde mais peso, mudar a aparência de uma pessoa através de operações plásticas e sei lá que mais outras intervenções, trocar de esposas e ver como cada casal se mata durante uma semana, arranjar um(a) namorado(a) para um(a) milionário(a) que, coitadinho(a), tem tanto dinehiro e é tão giro(a) mas não consegue arranjar isso sozinho(a), pôr 25 gajas a disputar um gajo que, de repente, é o homem mais apetecido deste mundo e do outro e que no fim tem que pedir uma em casamento... como disse, há de tudo.

Aposto que há muitos mais mas este, sem dúvida, que foi o que me deixou mais espantadinha nos últimos tempos: America's Psychic Challenge!!

Tchanam!!! Ou sejam, pegam em 16 gatos pingados, cada um com uma panca maior que o outro e todos tendo em comum a capacidade (so they claim) sobrenatural de percepcionar coisas que o comum mortal não consegue. Autodenominam-se de espíritas, mediuns, receptores... já estão a ver a coisa. Depois, sujeitam-nos a provas e vêem qual deles conseguiu melhores resultados.

As provas passam por adivinhar em que carro está um pessoa metida na mala de entre 30 carros, associar 5 noivas com os seus respectivos noivos ou descrever o crime que se passou num determinado local para onde os levam. E depois e' um fartote de riso!

Cada um manda os seus bitates. No que eu me rio mais é quando eles tentam descrever o crime... há pessoal realmente com muita imaginação mas, daí até terem poderes de adivinhação, vai um grande caminho. Claro que há aqueles que de facto dizem bastantes coisas acertadas mas, a maioria... meu deus!!! Aquilo de certeza que é um programa de comédia. Mais de metade do desempenho dos concorrentes é baseado na fantática teroira de "deixa-me lá atirar o barro 'a parede a ver se pega". E o mais giro é que quando erram e ouvem a resposta certa dizem sempre: ah pois, eu estava a receber essa informação mas pensei que fosse interferência de outros espíritos, ou uma coisa qualquer do género.

Tanto é que o melhor ainda está para vir. Nos intervalos, sujeitam o próprio espectador a um teste, para ver se nós também temos poderes psíquicos. E então, por exemplo, mostram uma senhora e três carros e perguntam-nos qual é o carro dela... pelos vistos, quando acertamos, significa que temos poderes. Não é o máximo!?

Já estou mesmo a ver quando este programa chegar a Portugal. E' a Maya e a Simara a mandarem bitates a ver quem acerta mais! Vai ser lindo!

A culpa não foi minha


Quando ha uns fins de semana atrás fomos esquiar e entrámos na loja para alugar skis, a J. saiu disparada atrás dele.

- Olha só, tão giro!!!

O casaco era de facto muito giro. Ela gostou do laranja, eu gostei do azul, mas ambas concordámos que era "muita" giro. Olhámos para a etiqueta, vimos que estava em promoção. Mais um ponto a favor do dito. A coisa estava a tornar-se tentadora mas, assim que o meu diabinho tentou aparecer para dizer "compra! compra!", logo o anjinho apareceu para dizer "não, agora não precisas de uma casaco!".

E fomos embora, e voltámos a namorar o casaco quando devolvemos os skis, mas a coisa ficou por ali.

A semana passada, quando voltei 'aquela montanha, entrámos na mesma loja para alugar o equipamento. Mal entro, lá está o casaco escarrapachado a chamar por mim.
Não resisti a mostrá-lo ao David, que achou também que a peça era muito gira, mas mais uma vez ganhou o anjinho e voltei a pendurar o casaco no cabide.

No dia seguinte, na altura da devolução dos skis, a mesma história: lá estava o casaquinho a olhar para mim, de bracinhos abertos como quem diz: "abraça-me!! leva-me!!"

Exclamei para o ar: oh pah, é mesmo giro!
Ao que o David respondeu: porque é que não experimentas??
Pronto, aí o diabinho ficou muito mais forte que o anjinho e em menos de nada já me estava admirar dentro do casaco azul. Ainda por cima, estava ainda mais barato do que da outra vez.
Fica-te mesmo bem, continuava o David, porque não o levas?
O anjinho ainda esperneou mais um pouco e eu respondi: não, não preciso neste momento.
Mas, perante mais uma insistência do David, lá vim eu com o casaco... finalmente!

Mas, que fique bem claro, a culpa não foi minha: foi do casaco e do David :)

Viva o improviso



Hmmm, tenho ali aquela carne picada.... vou cozinha-la em molho de tomate. Depois cozo um esparguete e está feito o jantar.

Mas, espera lá... está ali aquele pacote de canelones. E se eu fizese isso? Não deve ser assim tão difícil. E' só enfiar a carne lá para dentro e fazer um molho.

Molho, molho... deixa cá ver... posso fazer de tomate com esta sopa de cogumelos concentrada. Deve ficar bem. Para dar mais gosto, posso por coentros... passo tudo pela varinha-mágica e ponho por cima dos canelones.

Canelones cozidos, carne, molho... queijo. E' preciso queijo! Deixa ver o que tenho para aqui... Mozzarela, perfeito.

Queijo para cima de tudo, forno.... plim!

E não é que ficou uma delícia?

3.25.2009

Porque tenho o melhor marido do mundo

Na 6a feira faço anos!

Para festejarmos, o David teve a excelente ideia de irmos passar o fim de semana fora.
Assim, a partir de amanhã, estaremos nestas cabaninhas:



E na Loon Mountain, a esquiar:



O meu maridão não é o máximo!? :)

Ao que isto chegou!


Como todos sabem, sou do FCP, e o meu coração só tem uma côr: azul e branco (como dizia o João Pinto).

Dito isto, era-me igual ao litro quem ganhava a taça.
Contudo, achei vergonhosa a maneira como o Benfica levou o troféu para casa. O Sporting foi roubado até 'as cuecas e aquele penalty foi de uma injustiça tremenda.
Mas, pronto... como disse, era-me indiferente, e nem pensei mais no assunto...até hoje!

Quando dei por mim a ler esta notícia, indicada pelo meu amigo Zezito (que só tem o grande defeito de ser benfiquista), não conseguia parar de rir. Ao que isto chegou!

Um Padre, fervoroso adepto do Sporting, recusa-se agora a baptizar seja que menino fôr com o nome de Lucílio (nome do árbitro da partida).
E' ou não é de uma pessoa se deitar ao chão e rebolar de riso?

3.09.2009

Erro de ortografia


A maior parte das vezes as pessoas escrevem bróculos. Pessoalmente, concordo que é mais apelativo mas... está errado.

Escreve-se brócolos, minha gente!

3.05.2009

Massagens



Passar 4 meses a escrever ao computador deixou-me completamente entrevada. Desde dores nas ancas, até contracções dolorosas das costas e pescoço, houve muito de tudo. Após visitar 2 médicos e passar por fisioterapia que não me ajudou em nada, decidi marcar uma massagem terapêutica para ver se, pelo menos, as dores diminuiam. Já tinha chegado a um ponto em que já acordava com dores e com elas me deitava.

Foi uma agradável surpresa. A pequena sala estava morna, com luz baixa. Na parede, um quadro de Georgia O'Keefe. No ar, uma música bem relaxante. Deitei-me na marquesa, também esta com lençóis aquecidos. A massagista falava baixo enquanto estudava as zonas a trabalhar. De uma eficiência impar, começou a exercer pressão aqui e ali, a puxar dali e a empurrar de acolá. Não vou dizer que foi relaxante, porque não foi. Foi até doloroso, mas uma dor benéfica que, ao mesmo tempo que doía, também trazia bem-estar.

Passada uma hora senti de imediato os efeitos e saí de lá com muita mais mobilidade e muito menos desconforto. Voltei a repetir a dose na semana que se seguiu e encontro-me agora muuuuuito melhor. Fiquei convencida de que, de facto, as massagens fazem milagres e nos fazem sentir melhor. Isto porque até então a impressão que tinha é que não era assim tão eficiente... passo a explicar :)

Na 6a feira, véspera do nosso casamento, eu e o David fomos para uma SPA, para relaxar. Para além de passarmos tempo no jacuzzi, sauna e banho turco e suísso, marcámos também uma massagem de casal, ou seja, estaríamos os dois na mesma sala, em marquesas distintas, eu a ser massajada por um ele e ele por uma ela.
Inexperientes nestas andanças, perguntámos a que horas deveríamos ir para a massagem, ao que a recepcionista respondeu que não nos preocupassemos, que alguém nos iria chamar 'a hidromassagem. Porreiro!

Lá estávamos nós quando um rapaz, vestido de branco, qual enfermeiro, nos vem chamar:

- Podem vestir a vossa tanga e vir para a sala da massagem.
- Sim, sim, claro! - respondi.

Assim que o rapaz saiu, eu olhei para o David e ele para mim:

- Tanga??? Mas qual tanga? A gente já está de facto de bikini/sunga.
- Pois... deve ser mesmo esta!

Já estão a ver que a coisa estava a começar bem.
Vestimos os roupões e, assim que saímos da hidromassagem, vimos uma sala aberta, com 2 marquesas lá dentro, com velinhas, incenso e tal, as toalhas todas bonitinhas dobradinhas em cima das camas...

- Deve ser aqui!
- 'bora!

Entrámos, desmanchámos as toalhas, subimos para as marquesas (quase que ia virando a minha de pernas para o ar... lindo!) e quando já nos preparávamos para nos deitarmos entra o rapaz com perfeita cara de pânico:

- Mas, mas?! Não... têm que ir vestir a tanga. Depois, quando eu e a minha colega estivermos prontos, nós chamamos-vos! - enquanto pegava freneticamente nas toalhas e as voltava a enrolar.
- Então mas a tanga não é o nosso fato de banho?? - lá perguntei eu de uma vez por todas, para ver se nos entendíamos.
- Não. No vosso cacifo, nos balneários, têm uma bolsinha com as respectivas tangas.
- Aaahhhh!! - exclamámos os 2 (ser pobre a tentar ser chique é de facto muito triste, hehehe).

E, neste momento, já tínhamos entrado num riso parvo e riamos perdidamente.
Cada um foi para o seu balneário vestir a bendita tanga. Quando cheguei lá vasculhei o cacifo todo e não via nada. Procurei de novo, com mais atenção.

- Será isto? Não é uma touca?

Não, não era uma touca. Era um trapinho minúsculo, metido dentro de uma saquinha de plástico. Quando o retirei e desembrulhei, eis que se revela a tanga 'a minha frente. Um fio dental brutal no lado de trás e um bolsinha minúscula do lado da frente.

- Ainda bem que ontem fiz a depilação brasileira - pensei eu. Se não, ia ser uma vergonha estar com isto e o matagal todo de fora!

Vesti a tanga, pus o roupão por cima e saí, para esperar pelo David. Esperei, esperei... os massagistas também já esperavam e nada de o David aparecer. Após alguns minutos, eis que ele sai cá para fora, muito embrulhado no roupão e comprometido. Olhou para mim enquanto eu já continha o riso a imaginar o que dali vinha. Muito sério e sem abrir o robe, perguntou-me:

- E' isto não é?

Acedi com a cabeça. Foi gargalhada de meia-noite. Mas nem tivemos tempo de pôr tudo cá para fora, pois os massagistas indicaram-nos logo a sala. E então, erámos nós a ir para lá e a entrar com uma vontade descomunal de rir e a tentar controlar a coisa. Se já estava difícil, mais difícil ficou quando tivemos que nos despir. Aí, eu não aguentei mais e ri, ri, ri!!

- Estás tão giro! - exclamei eu já com lágrimas nos olhos, enquanto olhava para o David, para o rabiosque dele com aquele fio dental e, ainda mais hilariante, aquela bola gigante 'a frente, com os tomatinhos todos quase a sair.

Eu pura e simplesmente não consegui parar de rir. Sabem, como quando se está numa igreja ou numa reunião, sabemos que não nos podemos rir e é só para aquilo que nos dá? E' que aquela tanga é tão ridícula! E não tapa nada. Sinceramente, tanto eu como o David ter-nos-iamos sentido melhor se estivessemos nus.

Se calhar, já habituados 'aquele espectáculo, os massagistas não se desfizeram e agiram como se não tivessem 2 pessoas com um ataque de riso lá dentro.

- Podem deitar-se.

Nós deitámo-nos, mais uma vez quase virando a marquesa (aquilo está meio alto em relação ao chão), só que o David recebeu instruções para que ficasse de barriga para cima. Eu tive mais sorte pois ao ficar de barriga para baixo tinha mais possibilidade de me rir com a cara metida naquela almofada com um buraco. Iniciada a massagem, vota e meia eu ainda me lembrava da tanga e tinha um tipo de convulsões, tal era a quantidade de riso que tentava conter. O massagista dizia-me para eu relaxar mas a mim só me dava para rir. O coitado do David, de barriga para cima nem se podia rir. O coitado do rapaz diz-me que passou o tempo todo a contrair-se para não se rir e a contrair-se porque a massagem lhe fazia cócegas.

O que deveria ter sido uma hora de relaxamento foi uma verdadeira tortura. Finalmente, já no fim, com o David de barriga para baixo e agora eu de barriga para cima com um paninho a tapar-me os olhos, pareceu-me que os massagistas tinham saído. Ficou tudo em silêncio e só se ouviam os passarinhos (outra coisa que fazia o David rir, pois volta e meia havia por lá uma ave rara que mais parecia estar a ser esganada, tal o som que fazia entre os piu-pius dos outros). Eu não me atrevi a mexer mas depois ouvi o David a rir e a rir e a rir. Deduzi que estávamos sozinhos. Tirei o pano e então, finalmente, rimos que nem uns perdidos. Mas, sempre com atenção 'a porta... pois se sairam sem dizer nada (que mal educados, brincava o David) é porque ainda iam voltar. Assim que sentimos a porta a mexer, voltámos 'as nossas poses e, mais uma vez, com aquele sorrisinho a dançar nos lábios, nos controlámos até que nos dissessem para nos levantarmos.

- Foi bom?
- Sim, sim, muito bom - respondemos logo.

Conclusão, no dia do casamento o David estava todo entrevado e com dores nos músculos, tal a forma como esteve contraído. Eu, quando me lembrava da cena, dava-me vontade de rir.

Como vêem, a nossa primeira experiência com massagens não foi propriamente relaxante, razão pela qual me soube muito bem fazer uma a semana passada que finalmente serviu o propósito.

3.04.2009

Em tempos de crise... abre uma SPA!



Hoje fui 'a esteticista.

Enquanto deitada na marquesa, a conversa foi trivial: como foi o casamento? como é Portugal? para onde vai esquiar? o que é que eu estudo? quanto tempo mais fica no país?
Inevitavelmente, em pouco tempo já estávamos a falar da crise e de empregos.

Perguntei-lhe se tinha notado diferença na clientela, se tinha diminuido. Curiosamente, parece que agora há mais clientes que nunca. Interessante!

Os tempos difíceis, acompanhados de um Inverno rigoroso (ainda a 2a feira passada voltámos a ter uma tempestade de neve) fazem com que as pessoas sintam necessidade de se mimarem e se sentirem bonitas. E é mesmo verdade!

Perante este Inverno que nunca mais termina e todo o stress da tese, prometi a mim mesma que, quando terminasse (pelo menos a tese), iria fazer as sobrancelhas, depilação completa, massagem... gostar um pouquinho de mim.

Heidi e Anita

Sempre que olho para a Heidi Klum sinto que a conheço de alguma lado... mas nunca soube de onde, até ter visto esta foto dela:



Não acham que ela se parece imenso com a Anita, dos livros?



3.03.2009

Ski

Para relaxar e me abstrair de todo o stress inerente 'a tese, no fim de semana passado fui esquiar. Eramos 13 e foram 2 dias muito bem passados. Só poderiam ter sido melhores se o David também pudesse ter vindo connosco mas, como tinha que trabalahr, não deu (alguém tem que sustentar a casa, hehehe).



Fomos para Sundayriver, no estado do Maine. Este é o local para onde o meu lab vai todos os anos, em Janeiro. Como tal, já estou ambientada com algumas das montanhas (sim, porque são 8 montanhas) e talvez por isso mesmo tenha estado mais confiante e me tenha divertido muito a esquiar. Desta vez caí poucas vezes e, das vezes que caí, a coisa foi insignificante. Foi mesmo muito bom!

















E' uma sensação de liberdade tremenda deslizar a toda a velocidade sobre aquele manto branco, sentir o vento na cara e só ouvir o silêncio da montanha ser interrompido pelo tsch tsch dos esquis na neve. A paisagem é linda e é sempre uma sensação de realização muito grande sair do elevador, lá no topo, e conseguir ir até lá abaixo sem precalços nenhuns.

Com amigos a coisa ainda é mais gira, pois saímos todos do topo ao mesmo tempo e lá vamos todos, a passar uns pelos outros, quase como se de uma corrida se tratasse. E é uma delícia ver os nossos sorrisos nos rostos corados pelo frio quando alcançamos a "meta".

Desta vez esquiar foi ainda melhor do que das outras vezes porque, pela primeira vez, fiz o que eles chamam de "night-skiing", ou seja, esquiar 'a noite.

Após um dia com acesso a todas as pistas, 'as 17h o resort fica só com algumas pistas abertas, terreno este destinado 'aqueles que gostam de esquiar ao fim do dia/noite. Ficam abertas até 'as 21h e têm fortes holofotes que iluminam a neve aqui e ali.

Para mim o período mais extraordinário é aquele imediatamente a seguir 'as 17h. Nessa altura já não há quase ninguém a esquiar, pois os que passaram o dia todo na montanha já foram embora e os que esquiam 'a noite ainda estão para vir. As máquinas passam pelas pistas e a neve fica de novo fofinha, como se ninguém ainda tivesse passado por lá. Assim, naquela altura do lusco-fusco, já com as luzes da pista acessas, aquela luminosidade côr-de-rosa involve-nos e esquiamos na neve com as melhores condições do dia todo.

A sensação que tive foi idêntica 'aquela que se tem quando se passa um dia inteiro na praia, cheia de gente, e por volta das 19h o pessoal começa a ir embora... e é justamente aquela a melhor hora do dia, quando já ninguém está, o sol se põe, já não está quente mas sim morno, a areia está quentinha, fica aquela claridade mágica e consegue-se ouvir o mar e tomar banho descansadinho.





Fica aqui um breve filme feito nessa altura do lusco-fusco. O meu amigo David fez o filme, enquanto 4 de nós (eu incluída) saímos do topo. Eu sou a 3a pessoa (a 2a pessoa com esquis e a maluquinha que faz yuhuuu!!). Quando o vídeo continua eu sou aquele pontinho já quase no fundo da montanha... pode ser que da próxima vez consigamos um filme melhor :)

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2.26.2009

Estou viva!

Estou viva!

Pois é, andei desaparecida, como tão simpaticamente alguns leitores me fizeram notar, mas teve que ser mesmo assim. Logo que terminaram as festas, Natal, Fim-de-Ano, ter amigos cá a visitar e isso tudo, mergulhei no mundo da tese e quase que hibernei, para o blog e para tudo.

Li, escrevi, reli, reescrevi, corrigi, acrescentei, editei, adicionei, apaguei... trabalhei, trabalhei, trabalhei e ontem, finalmente, submeti a minha tese. Neste momento a desgraçada deve estar a atravessar o Atlântico para, se tudo correr bem, aterrar amanhã na Faculdade de Ciências de Lisboa.

Para além da tese, andei também a preparar-me para receber a minha irmã e a minha regueifinha Clara, que vieram até cá no dia 13. Por isso mesmo, andei a tentar fazer o mais que podia para estar o mais livre possível quando elas cá estivessem.

Supostamente, a submissão da tese e o ter cá a minha irmã e sobrinha deveriam ter sido motivos de júbilo e alegria. Contudo, correu tudo mal e, neste momento, não sinto nem um tiquinho de felicidade. Estou meio que adormecida de tantas pancadas em tão pouco tempo.

Com a chegada da minha irmã exultei de felicidade. Abraçámo-nos no aeroporto e chorámos muito, tal era a alegria do nosso reencontro e dee estarmos juntas. O meu coração derreteu-se consecutivamente, cada vez que vi a carinha laroca da minha regueifinha sorrir para mim ou a ouvi, com a vozinha meiguinha dela, a chamar-me: "Nê-nê?!"
Por uma semana tudo foi bom mas, sem que me apercebesse, formavam-se nuvens escuros no horizonte. Devido 'a estupidez aguda, prepotência e acidez de terceiros, vi aquelas 2 semanas por que tanto ansiámos esvanecerem-se e, de repente, a minha mana e sobrinha não estavam mais na nossa casa.

Tentando recompor-me, empenhei-me ainda mais no pouco que faltava fazer para a tese e ontem foi o grande dia de a levar 'a tipografia para ser imprimida. Cheguei lá de manhã, entreguei o ficheiro, pedi 12 cópias e disseram-me para voltar 'as 16h, altura em que já tudo estaria imprimido e encadernado. Chegada lá, 'as 16:30, ainda esperei até 'as 17h para que, finalmente, me entregassem o trabalho que pedi.
Quando folheio as 173 páginas que me ocuparam por 4 meses, eis que vejo que foi tudo imprimido a preto e branco quando, obviamente, várias páginas eram a cores. Vi a minha vida andar para trás. Eram 17h da tarde e tinha que ser tudo feito de novo, com o pormenor (qual cereja no topo) de a tese ter que ser, obrigatoriamente, enviada para Portugal nessa noite. Deixar para amanhã não era opção.

Mediante tamanho desastre e ao ver-me derrocar em frente dele (desatei a chorar, que nem uma parvinha) o funcionário que me atendia disse logo que ia pôr as máquinas todas a trabalhar e que até 'as 20h, altura da última recolha da FedEx, estaria tudo pronto.
Menos mal, devem estar a pensar vocês, mas nem por isso. O que de manhã era um trabalho de $500 dólares, era agora algo para a agradável quantia de $1600 dólares, porque ia ser tudo imprimido a cor.

- Mas espere, não pode imprimir a cores só o que é a côr?
- Isso implica impressões separadas e adicionar folhas umas 'as outra e não há tempo para isso! - respondeu-me o funcionário.
- Mas, mas... não há tempo porque vocês fizeram asneira!

Após alguma discussão, o homem sugeriu que eu falasse com o gerente, que só iria estar na loja no dia seguinte. Mediante este cenário e na eminência de não conseguir submeter a tese a tempo, acabei por aceitar e pagar os serviços de impressão.

(E' óbvio que hoje já lá estive na loja e já está uma investigação a decorrer, pois não tenho que pagar por um serviço que não queria mas que era o único que me permitiria enviar a tese a tempo, uma vez que o tempo que havia foi desperdiçado por eles. Acredito que esta história ainda vá dar pano para mangas, pelo que não percam os próximos episódios.)

Próximo passo: mandar a tese.
Quando cheguei 'as 19:15h, peguei na tese, mudei de balcão (isto passou-se tudo no escritório da FedEx), pedi uma caixa, meti tudo lá dentro (com a ajuda preciosa da minha querida amiga Vera), acomodámos tudo, pesámos e, chegada a hora de pagar, dou o número da conta do laboratório. Ao ver o número, a funcionária diz-me que falta um dígito, pois deveriam ser 9 algarismos e só lá estão 8.

- You're kidding me, right? - disse eu no mais profundo desespero e desamparo.
Ela só abanou a cabeça: no!

A Vera só me dizia para ter calma mas vocês não estão bem a perceber o cansaço, stress e desespero que me assolavam naquele momento. Telefonei para o lab, ninguém atendeu. Telefonei para pessoas do lab, ninguém atendeu. Telefonei de novo para o lab, já mesmo a ver que era ali a morte do artista, e finalmente alguém atendeu. Ufff!
Conseguido o número, lá consegui despachar a tese a tempo e a desgraçada lá seguiu 'as 20h, com a promessa de chegar na 6a feira a Lisboa.
Só acredito quando vir!

Assim, como vêem, pese embora o tempo que andei desaparecida, não é grande coisa o que tenho para contar. A excepção foi a noite dos óscares, não por causa das estatuetas (que aquilo é uma seca) mas porque no preciso momento em que decorria a cerimónia me encontrava na Berklee School of Music a assitir ao concerto dos "Antony and the Johnsons". Até pus aqui 2 músicas do novo albúm a tocar para partilhar convosco alguma da beleza daquele evento.
Foi seguramente dos melhores concertos a que alguma vez assisti.



Para além dos músicos serem excelentes, da música ser intensamente profunda e ressoar nos lugares mais recônditos da nossa alma, o vocalista, Antony, arrebatou-nos a todos com a sua simpatia, gerando uma empatia e cumplicidade que me fez querer abracá-lo. Estávamos todos embevecidos com aquela personagem andrógena e ambígua, que ora nos fazia rir com um timing de comédia perfeito, ora nos surpreendia (chamou alguém da plateia ao palco para lhe dar uma cesto de frutas, por causa de algo que essa pessoa gritou no silêncio, por exemplo), ora nos despia com a honestidade e emotividade das suas interpretações.
Foi lindo! Muito, muito lindo mesmo!

1.20.2009

Mais vale prevenir...



Ontem, enquanto sentada 'a minha secretária a escrever a tese, começou-me a cheirar a queimado.

Virei-me para a minha bancada, tudo ok. Na do meu colega, também. Prescrutando um pouco mais 'a frente, na bancada do outro lado, eis que vislumbro um goblet de vidro, cheio de um líquido que ardia vigorosamente.

A estudante de rotação, aflita, tinha pedido auxílio ao post-doc que, também ele apanhado de surpresa, batia com o caderno sobre o fogo. O goblet abanava, o líquido balançava e o fogo aumentava a cada sacudidela do caderno. Para ajudar 'a festa, de dentro do goblet saía uma vareta que, 'a força das pancadas do caderno, quase virava o goblet.

E o post-doc continuava a bater, completamente nervoso, e aquilo continuava a abanar, continuava a arder e eu estava mesmo a ver que a coisa ia dar para o torto não tardava muito.

Levantei-me, tirei num goblet de tamanho maior da minha bancada, dirigi-me ao outro lado:

- Pega, põe isto sobre o fogo, para que fique sem oxigénio.

Assim que o post-doc pôs o copo invertido sobre o outro, o fogo extingui-se.

Conto este episódio não para me vangloriar mas porque me deixou boquiaberta a abordagem que estava a ser tomada para extinguir este fogo... especialmente por alguém que faz trabalho de bancada. Quando se trabalha num laboratório, temos uma maior noção de como agir nestas situações... pensei eu. Aliás, mesmo não tendo este tipo de treino, aprendemos ao longo da vida como devemos ou não abordar situações de perigo.

Talvez por ser campista desde muito nova, sei que nunca se deve esguichar álcool para onde há chama, pois o fogo irá subir pelo líquido e chegar 'a nossa mão (nem para um assador de chouriço, já agora, como já vi várias pessoas fazerem). Sei também que para se apagarem velas não se deve soprar e sim tapá-las, para que, sem oxigénio, não seja mais possível a combustão. Se se soprar, a cera derretida e líquida pode ser projectada e queimar alguém. Estes são só alguns exemplos...

O que é certo e ficou mais que provado é que, independentemente da profissão da pessoa ou das suas qualificações, se uma pessoa não mantiver a calma, pode agravar situações já por si perigosas. A coisa podia ter sido muito mais grave se o copo se tivesse entornado (dado que tinha uma vareta a sair dele, não era nada difícil isso acontecer), o líquido incendiado se tivesse espalhado e, quiça, queimado algum dos envolvidos.

E ao passar por esta situação lembrei-me de um pequeno filme que recebi há tempos, por email, e que não custa nada pôr aqui, para sensibilizar quem me está a ler. Afinal, o fogo faz parte do nosso dia-a-dia e não é surpresa nenhuma se tal acontecer, por exemplo, na cozinha. Assim, nada como manter a calma e seguir o que se aprende:

1.19.2009

Do sonho 'a Realidade

Hoje é o dia de Martin Luther King Jr.


Amanhã, Obama torna-se Presidente dos EUA.


Finalmente, o sonho concretizou-se.

12.21.2008

White Christmas

Desde 6ª feira que neva. Está tudo coberto de branco. Vamos ter um verdadeiro "White Christmas" :)

















Filme piroseco de "White Christmas", hehehe:
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12.19.2008

Prenda de Natal



O David está neste preciso momento a comprar a minha prenda de Natal. Não queria que eu o soubesse mas, quando me disse que eu não podia vir para casa antes de determinada hora, percebi logo.

Há pouco ligou-me. Disse-me que quando ele chegar eu tenho que me fechar no quarto ou na casa-de-banho e que só posso sair quando ele disser. Sugeriu também que eu não entrasse numa das divisões da casa até ao Natal, o que é completamente impossível. Sugeri-lhe que pusesse o que quer que seja que comprou no vão de escadas que vai da nossa casa para a da senhoria, onde ninguém passa. Pelos vistos esse local também não dá.

Acho que o David me comprou um elefante!!

El Bulli


A semana passada veio cá falar 'a Harvard Ferran Adriá.

Para quem nunca ouviu falar deste senhor, é simplesmente um dos melhores Chefes do mundo. Considerado o Picasso da arte de cozinhar, muitos são aqueles que lhe atribuiriam o Nobel da Culinária, caso este existisse.

Veio cá falar de como a ciência se funde com a culinária, isto porque o que o torna tão único e especial, é o uso imaginativo e audaz que faz de substâncias normalmente utilizadas em laboratório: azoto líquido, lecitina, alginina, cloreto de cálcio... e daí surgem coisas como espuma de peixe, caviar de melão ou azeitonas invertidas.

E' dono de um pequeno restaurante na Costa Brava da Catalunha: El Bulli. Este restaurante só abre durante 6 meses por ano, estando os outros 6 meses reservados a pesquisa e desenvolvimento de novas receitas. Assim que abrem as reservas, estas esgotam-se imediatamente, mesmo o menu de degustação custando várias centenas de Euros.

A palestra estava marcada para as 18:30. Pelo sim, pelo não, apareci lá 'as 17:30. Mesmo com 1 hora de antecedência, já não pude entrar no auditório, uma vez que o recinto estava cheio. Eu e os tantos outros que bateram com o nariz na porta foram direccionados para um auditório paralelo, onde a palestra seria emitida em directo, num ecran. Abriram vários destes espaços e até estes não puderam acomodar a mulidão de curiosos que vieram ouvir o Mestre. Tudo cheio. Já estão a ver a dimensão da coisa.

Pelo que foi descrito na palestra, e pelas respostas que consegui obter 'as minhas perguntas curiosas de alguém que estava no mesmo auditório que eu e que já teve o previlégio
de comer no El Bulli, experimentar desta comida é, sem dúvida, umas das experiências a ter na vida. A comida nao parece comida, nada parece o que é. E' uma verdadeira aventura dos sentidos, com texturas, sabores e temperaturas inesperadas e surpreendentes.

Assim, uma das resoluções para 2009 e todos os anos que se seguirem será:

- um dia, ir comer ao El Bulli!

12.18.2008

Como é bom ser panela velha



De manhã, enquanto tomávamos pequeno almoço, senti uma dor nas costas. Pedi ao David que me estalasse as costas, o que não solucionou o problema. Uma pequena massagem... a dor persistiu.

- Estou a ficar fora da validade. Se fosse a ti, procurava outra, mais nova - disse eu, em jeito de brincadeira.
- Claro que não. Panela velha é que faz comida boa... e eu não troco a minha panelinha por nada - respondeu o David, abraçando-me.

12.16.2008

Natal deste lado

Este ano o Natal vai ser passado, pela primeira vez, fora de casa, longe de Portugal e da Família.

Em compensação, vários são os Amigos que se vão juntar a nós, para tornar este Natal mais quentinho e para que não se sinta tanta a distância e a falta daqueles que amamos.

Assim, o D. vem de Nova Iorque e o M. e a J. vêm do Texas, após se terem deslocado da Alemanha até terras do Tio Sam. Os amigos da área que, tal como nós não vão a casa, também se vão juntar a nós. Ao todo vamos ser 11 pessoas, 1 das quais um bebé... para mim crianças no Natal são sempre uma coisa boa.

A casa já está enfeitada!





O bacalhau já está de molho.


E os Pais Natal já estão 'a espera de toda a gente.



Concerteza que vai ser um Natal recheado de Amizade e calor humano!

12.12.2008

Estupidez Divina



"VATICANO CONDENA FERTILIZAÇAO ARTIFICIAL E ENGENHARIA GENETICA"

in PUBLICO

Ora, a avaliar pelas milhentas vezes que já tive que fazer isso durante a minha carreira científica, é certinho direitinho que tenho um bilhete de 1ª classe, sem escalas e sem parar na casa da partida, para o Inferno... caso eu acreditasse na sua existência.

O que vale é que a quantidade de pessoas, directa ou indirectamente, envolvidas com tais práticas (e não falo só de cientistas, basta pensarmos nos muitos casais que recorrem a clínicas de fertilização, por exemplo) é tão elevada, que o Inferno será mesmo o sítio para se estar.
E' lá que vai estar a festa e a animação toda!

E viva a Igreja e o Vaticano por mais um momento de inspiração divina!

12.10.2008

Dra. Sara

Hoje, a minha querida Amiga Sara, mais que Amiga, madrinha de casamento, companheira de vida, defendeu a sua tese de Doutoramento.

E' agora Doutora... a Doutora Sara!

E que orgulho que sinto!! E que feliz que estou por ela!

Assim, segue aqui a minha homenagem: PARABENS SARITA!!!!!





12.03.2008

A Mascote do Casaco Amarelo

Quando morei na Alemanha, os meus pais foram lá visitar-me e, como prenda de anos, ofereceram-me esta bela bicicleta.


Era tão boa, tão boa que, chegada a hora de regressar a Portugal, fiz questão de a trazer comigo. Já não tive a mesma facilidade quando vim aqui para os USA, pelo que a minha querida bina ficou com os meus pais e hoje faz as delícias do meu Fatinito.
Ele é serra de Sines, ele é Grândola, ele é Santo André... zinga, zinga, o meu pai vai com ela para todo o lado.

Acontece que, com tanto uso, a bichinha estava a precisar de uma reforma. Ou assim achou o meu pai. Desta feita, fê-la em fanicos, desmontou-a toda, peça por peça, limpou, lubrificou, oleou, subsitituiu, lixou, pintou... fez trinta por uma linha e eis que, depois de toda a reforma, se transformou numa bela bicicleta, qual borboleta após metamorfose.
A cereja no topo do bolo: o Casaco Amarelo ainda ganhou uma mascote.

Vejam:






























Não está linda, linda?
"Ganda" Fatinito!!!! Não há pai para o meu pai!! ;)

PS - O meu pai é mesmo muito "jeitosinho" e já por várias vezes que se meteu em empreitadas que envolvem desmontar um qualquer aparelho (rádios, televisões, vídeos, etc...). Na maioria das vezes, no fim sobravam sempre peças, mesmo o aparelho estando a funcionar na perfeição. Desta vez deu-se um milagre: todas as pecinhas foram usadas!

12.01.2008

Curiosidade Geográfica


O Casaco Amarelo recebe visitas das mais variadas partes do mundo, na maioria das vezes devido 'as fotografias que por aqui ponho. Nada como o Google Images.

Contudo, tenho verificado uma visita assídua, directamente do Dubai. E quem quer que seja que está por aquelas bandas, procura especificamente por este blog. Não vem cá dar por acaso.

Há algo no Dubai que me fascina, nem sei bem o quê. Acho exótico, distante... quase que surreal dadas as várias distâncias que se podem aplicar (social, cultural, religiosas, geográfica...).
Nunca lá estive, nem sei se alguma vez a vida vai me proporcionar conhecer este país. Não conheço lá ninguém... e eis que tenho lá um leitor.

E eu acho isso fantástico!!

Não o acordem!


Cá para mim o S.Pedro anda a dormir.
1 de Dezembro e, até hoje, nem um floquito de neve. E' milagre!!!
Deixem-no dormir!

11.28.2008

Regueifinha Azul

Ora, a nossa Regueifinha, esperta e inteligente como é, já escolheu o clube do seu coração.

PUUOOORRTOOO!!! :)







11.27.2008

Dia do Peru
































Hoje é o dia do peru e da malta agradecer - o Thanksgiving.
Para mim não é preciso haver um dia especial para agradecer.
Eu todos os dias dou graças pelo "piru" que tenho lá em casa ;)

11.17.2008

Calexico


A noite de ontem terminou ao som dos Calexico, uma banda que já sigo há alguma tempo mas que nunca tinha tido oportunidade de ouvir ao vivo.
Não desiludiram! Com um humor aguçado, divertiram a plateia e deixaram toda a gente a dançar (o que por estas bandas é obra, uma vez que o pessoal não levanta o rabo da cadeira por nada).
Excelente!

PS - Se quiserem saber um pouquinho mais sobre os Calexico, este senhor tem muito bom gosto musical e descreve-os bem.

11.13.2008

Siglas (cont.)


Aqui está a lista de siglas usadas por estas bandas, agora mais actualizada dada a contribuição da Ana Rita, da Sara, da Joana, da Jerusa e da Ana:

- DUI = driving under the influence (conduzir alcoolizado)
- STD = sexual transmitted diseases (doenças sexualmente transmissíveis)
- UTI = urinary tract infection (infecções do tracto urinário)
- XYZ = examine your zipper (fechar a braguilha)
- FYI = for your information (para sua informação)
- AKA = also known as (também conhecido por)
- ASAP = as soon as possible (assim que possível)
- BLT = bacon lettuce tomato (bacon, alface e tomate)
- BTW = by the way (já agora)
- BRB = be right back (venho já)
- 24/7 = twenty-four-seven (24h, 7 dias por semana)
- BFF = best friends forever (melhores amigos/as para sempre)
- OMG = oh my god (oh meu deus)
- DIY = do it yourself (faça você mesmo)
- BO = body odor (odor corporal)
- RSVP = répondez s'il vous plaît (responder por favor) - notem que até o Francês eles metem ao barulho
- BYOB = bring your own booze (traga a sua bebida) - usado para festas
- PDA = public display of affection (demonstração pública de afecto) - usado para casais
- TMI = too much information (informação a mais)
- TBD = to be determined (a ser determinado)
- OJ = orange juice (sumo de laranja)
- ICU = intensive care unit (unidade de cuidados intensivos)
- PD = police department (departamento da polícia)
- TGIF = thank god it's Friday (graças a deus é 6a feira) - esta eu acho linda!! (obrigada Ana)

O Marco também contribuiu com uma sigla que usam lá pela Alemanha, se bem que nesse país até faz sentido, uma vez que as palavras nunca mais têm fim:

- GE = para enunciar a empresa, que deve ter um nome impronunciável
- TLA = three letter acronym (acrónimo de 3 letras)

Pelo menos agora, se vierem para estas bandas, já sabem qual é a tradução para muitas das TLAs que pos aqui polulam sem legendas ;)

11.12.2008

Late in the Evening



Já vos aconteceu, do nada, lembrarem-se de uma música que já não ouvem há séculos e depois ficarem com uma vontade louca de a ouvir? Isso aconteceu-me ontem.
Acho que escrever a tese está a ter os seus efeitos e, inventar as coisas mais bizarras para me distrair e interromper a escrita, tem sido o prato do dia.

Lembrei-me de uma música da minha infância, de um dos vinis dos meus pais e que, gravada em cassete, nos acompanhou em muitas viagens e momentos. Nem sequer tinha a certeza de quem era o cantor. Paul Simon, acho eu... mas só isso não me ia levar muito longe.
E' uma música que me faz mexer, e querer dançar, e sorrir... deixa-me sempre com um certo quê de euforia. E em menos de nada já estava ao telefone a cantar para o meu pai:

- Lembras-te desta música Fatino? - e cantarolei.

Do outro lado, já o meu pai cantarolava, identificando-a de imediato e, de repente, já era um redemoinho de emoções e lembranças.

- Eu tenho esse disco!! - senti o entusiasmo na voz do meu pai - até já estou a ver a capa! Espera aí que eu já vou ver. Já, já, já!

E foi mesmo já. Largou o telefone, passou-o 'a minha irmã e vai de começar logo a procurar. Em barulho de fundo, já o ouvia a ele e 'a minha mãe, na tarefa de encontrar "O" disco e "Aquela" música.

- Que música é que é? - perguntou-me a minha mana.
- E' aquela... ta ta ra ta ta ta...
- Aahhhh!!! Aquela que depois faz tum tum tum tum?!?!
- Sim!!
- Eeehhh, essa música! - exclamou ela.

E começámos a cantar juntas.

- Lembra-me sempre as nossas viagens, da carrinha Mazda!...
- A mim também, a mim também!! - respondia-me ela, sorridente.

Acho que a lembrança daquela música agitou os espíritos da família e ficámos embuídos em recordações boas e doces.

E hoje já tenho a música comigo, e hoje até a ouvi aqui no meu computador enquanto o meu papi a ouvia também na nossa casa em Portugal e, pelo chat, íamos cantando em uníssono. Sorri muito e quase que via o meu pai, do outro lado do oceano e de todos estes quilómetros, a sorrir também. Passado um bocado, o meu pai escrevia-me de novo para me dizer que pôs a música de novo e dançou com a Clara ao colo, a minha regueifinha, e que ela o abraçou e gostou muito. E ficámos ainda mais ligados... tudo por causa desta música e das boas vibrações e energias que nos passa.

O meu contador do iTunes diz-me que já ouvi 29 vezes em menos de 24 horas. Pouco saudável, dirão muitos... eu digo que são precisas estas massagens de Alma, de sentimentos, de conforto e carinho.... e de sentirmos que as distâncias não existem e que o Amor impera e nos une.

E que é tão simples e fácil sentirmos tudo isto. Basta uma música, por exemplo.

C'um caneco!

C'um caneco!

Então, a musiqueta aqui ao lado... agora deu-lhe para não tocar?!
Alguém sabe de um host para mp3 que dê um link para pôr aqui no blog?
Está visto que o que encontrei foi sol de pouca dura!

A gerência agradece.

Siglas


Acho que este é o país que mais siglas usa.
Para tudo e nada há um conjuntinho de letras que abrevia a expressão original e, o mais engraçado, é que é esperado que toda a gente saiba o que querem dizer. Encontram-se em todo o lado: no discruso coloquial, nas notícas da TV, nos restaurantes, no diálogo com médico....
Vejam lá se conhecem as que por aqui enuncio:

- DUI = driving under the influence (conduzir alcoolizado)
- STD = sexual transmitted diseases (doenças sexualmente transmissíveis)
- UTI = urinary tract infection (infecções do tracto urinário)
- XYZ = examine your zipper (fechar a braguilha)
- FYI = for your information (para sua informação)
- AKA = also known as (também conhecido por)
- ASAP = as soon as possible (assim que possível)
- BLT = bacon lettuce tomato (bacon, alface e tomate)
- BTW = by the way (já agora)
- BRB = be right back (venho já)
- 24/7 = twenty-four-seven (24h, 7 dias por semana)
- BFF = best friends forever (melhores amigos/as para sempre)
- OMG = oh my god (oh meu deus)

Só me lembro destas. Se souberem mais alguma, avisem... não custa andar informada :)

11.09.2008

Falta de Imaginação


Deve haver mesmo muita falta de imaginação. A maioria das pessoas que chega a este blog fá-lo após a busca de "jogos gay" ou "jogos para gays".